E ele veio…

Tom Wolfe no TCA

 

Sim, Tom Wolfe veio.  

Estava lá, com seu terno branco, impecável, camisa azul, gravata branca, elegância típica e característica do autor de alguns dos meus textos prediletos.  

Ansiosos por ouvir suas palavras, centenas de colegas, amigos, ex-colegas, ex-professores, jornalistas de impresso, TV, rádio, internet, assessores… comunicadores. Se uma bomba caísse no TCA, não teria jornalista baiano para fazer a cobertura.  

Mas o intrépido Wolfe estava conservador. Atacou o comportamento das mulheres nos tempos modernos. Criticou Paris Hilton (!)   

Não o reconheci. Mas ainda assim, valeu a pena.

A Caminho da Sustentabilidade

Nosso novo produto de comunicação – revista eletrônica.

A publicação será trimestral.

Projeto gráfico: Augusto Leal / Textos: Vivian Barbosa

Clique na imagem para acessar a revista

De quando eu só pensava em jornalismo literário… [parte 2]

Enquanto Tom Wolfe não chega em Salvador, vou matando a saudade. ..

A partir de informações publicadas nos jornais A Tarde, Correio da Bahia e no BA TV, uma outra maneira de contar um fato. Exercício velho, mas bacana, feito em 10 de julho de 2007.

Um novo capítulo de um velho livro
 
O vizinho de parede esfregava o chão. O sangue na calçada, na frente de sua casa, aos poucos ficava rosado, misturado à água que era jogada. Uma vassoura de piaçava era o instrumento usado para fazer desaparecer da vista dos passantes as marcas de mais um crime. Um crime anunciado. Não foi a primeira vez. E, provavelmente, não será a última.

Antônio Conceição Reis sabia que estava jurado de morte. Ambientalista há mais de 18 anos, casado, pai de três filhos, negro, 44 anos, conhecido em Salvador, recebia ameaças constantes. Teve sua casa invadida no dia seis de fevereiro. A sede da ONG Nativos, grupo ecológico presidido por ele, já havia sido arrombada. Tentaram incendiar a barraca que ele cuidava, junto com a esposa, no Parque do Abaeté. As queixas estão registradas. De nada adiantou. Novamente, não foi a primeira vez.

Em 1988, outro conhecido ambientalista, também casado e pai de família, Chico Mendes, chegou a passar para polícia uma lista de seus possíveis assassinos. Nunca uma vítima teria sido tão clara e objetiva sobre aqueles que o abateriam, afirmou Zuenir Ventura, autor do livro “Crime e Castigo”, publicado em 2003. A história parece se repetir. E assim, como há quase 20 anos, a polícia não evitou que o pior acontecesse.

Antônio levou vários tiros na porta de sua casa, na manhã do dia nove de julho, quando chegava da escola de sua filha, depois de tê-la deixado na aula. Os criminosos o colocaram no porta-malas de um carro prata e o levaram. Na tarde do mesmo dia, por volta das 15h, Eliene Sampaio Reis, mulher de Antônio, já prestava depoimento na Delegacia de Itapuã. Por trás de seus óculos, sustentados por uma pele queimada de sol, seus olhos piscavam incessantemente. Rápidos, apreensivos, nervosos. Uma repórter apontava o microfone em direção ao seu rosto. As mãos de Eliene se apertavam. A aliança de casamento brilhava.

- Tinha muita gente que não gostava dele porque ele tirou o carnaval do Abaeté.

A conversa de Eliene com a delegada Francineide Moura teve que ser interrompida depois de uma ligação. Um corpo carbonizado e irreconhecível, apresentando marcas de tiros no tórax e cabeça, fraturas nas costelas, no crânio e em uma das mãos, havia sido encontrado dentro de um carro, próximo ao Recanto Ecológico Sucupira, uma reserva ambiental. Alguém teria cogitado se era pura ironia ou monstruosa premeditação. Só exames realizados pelo Instituto Médico Legal poderão confirmar se o corpo é do ambientalista.

- Quem poderia ter cometido um crime desses contra um homem que só fazia o bem? – questiona o amigo Raimundo Bujão.

A casa de Antônio passou o dia fechada. Estavam cerradas a porta e as duas janelas marrons, humildes acessos que sua família possui para o mundo. Os vizinhos não querem comentar. Eles têm medo. Os moradores da Rua Guararapes, no bairro de Itapuã, optaram pelo silêncio. É provável que não voltem a ver Antônio vivo. Só resta limpar a sujeira. Com água e vassoura.

De quando eu só pensava em jornalismo literário…

[Texto velho, escrito em 11 de julho de 2007. Que saudade de fazer "fluxo de consciência"...]


Disseram-lhe que ela já tava bem grandinha para ter medo de andar em passarelas. Mas aquela era a mais comprida que já tinha visto. Impossível não sentir medo. Impossível não dar cada passo sem imaginar aquele monte de concreto se abrindo embaixo de seus pés. Ela despencando com todo o seu peso. Três coisas prometeu a si mesma: um dia se livraria do seu cabelão na cintura, os quilinhos extras e o medo de passarelas. A única coisa que conseguiu foi cortar as madeixas.

Não tinha medo de altura. Viajava de avião. Explorava cavernas. Enfrentou uma banca de mestrado. Por que esse medo? A passarela que avistava agora era questão de honra. Ela estava aos pés da monstra. Olhou para um lado, ninguém conhecido. Olhou para o outro, ninguém de novo. Ai, quem dera uma mão para segurar… Só uma mãozinha para apertar…

Começou a escalada. Aos poucos, avistava o teto do ônibus parado no ponto. Troço sujo. Todo empoeirado. De dentro já dá nojo, por fora então… Fala sério! Além do pânico, o joelho latejava. Onde esses arquitetos estão com a cabeça para planejar acessos tão íngremes? No fundo, no fundo, beeeeeem lá no fundo, aquela pontinha de culpa no cartório insistia em alfinetar. Quem manda ser sedentária?

Os passos eram curtos e lentos. Ô dúvida cruel! Se fosse ligeiro, poderia atravessar mais rápido. Também tinha mais chances de tropeçar no cadarço do sapato do outro pedestre que também estivesse andando depressa e assim não teria bons reflexos para segurá-la, evitando que caísse lá de cima. Carona filha da p… que lhe deu um bolo!

Agora, a parte plana. Os joelhos pararam de encher o saco. O problema já era outro. As luzes da passarela e dos postes. Pra quê tanta luz, meu Jesus? Estava ficando cega. Ergueu as palmas das mãos, escondeu uma parte delas. Saiu andando. Parecia maluca. Continuou andando. Mãos estiradas na frente. O que tanto olhavam para ela? Todo mundo podia fazer aquilo para proteger as vistas se estivesse fazendo muito sol. Só por ser noite passava a ser estranho? Se estava tudo tão iluminado.

Tremedeira. Carros pesados passando por debaixo da passarela. A tentação de olhar para a pista. Sabia que não devia olhar. Mas queria olhar. Não resistiu. Olhou.

Xiii!

Agora não tinha nem mais passarela, nem chão, nem buzú sujo, nem cadarço de sapato. Sumiu tudo. Lembrou da sua polaina multicolorida que usava quando criança. Do seu pai dizendo que ela era igualzinha a ele. Dos índios kiriris no sertão da Bahia e do desmatamento na floresta amazônica. Tirou os olhos da pista. Essa passarela tem que acabar!!!

A descida se aproximava len-ta-men-te. Ela decidiu correr. Correu o mais rápido que pôde. Só pensava na agenda que carregava nos braços. Ela não poderia cair. Ali estava sua vida. As mãos suadas não ajudavam. Não, não ia cair. Estava segura. Tava acabando… Tava acabando… O ponto de ônibus. Acabou. Podia respirar aliviada. Piscar os olhos e umedecer o globo ocular. Por sorte, a sua condução estava parada logo ali. Entrou e sentiu o bafo quente.

Carona filha da p…!

Atlântico Negro

“Atlântico Negro” é o título do livro de Paul Gilroy, sociólogo que defende a necessidade de se pensar sobre uma cultura negra desenvolvida dos dois lados do Atlântico. Gilroy definiu esta rede como um circuito híbrido que permitiu às populações dispersas (pelo tráfico de escravos ou pela migração) a interagir e sincronizar significativos elementos de suas vidas culturais e sociais. Em outras palavras, esta constatação facilitaria explicar por que, mesmo separados por um oceano, diferentes povos tem tanto em comum em sua cultura.

Bem, tive acesso a esta base teórica em novembro de 2007, quando fui aluna de Goli Guerreiro, também socióloga e discípula de Gilroy. Pude vivenciá-la, na prática, mês passado. Acompanhando o jornalista angolano Agostinho Chitata, diretor do primeiro e único jornal de Economia & Finanças do país (www.jornaldeeconomia.com), em uma viagem ao Baixo Sul da Bahia, pude ter certeza que baianos e angolanos são como irmãos, unidos por uma só cultura.

Somos lutadores, simpáticos, sofremos discriminação, gostamos de conversar, de festa, respeitamos nossas raízes e não temos vergonha delas. Diante das dificuldades, somos muito criativos. Você já parou para pensar o quão inteligente é um povo que, diante de tão poucas oportunidades de trabalho, percebe que pode conseguir uns trocados guardando carros ou limpando vidros? E os malabaristas nos semáforos? Para Agostinho, estas cenas tão comuns ao nosso dia-a-dia são como singulares demonstrações da criatividade de gente humilde, mas batalhadora. Original? Genial!

Nada como o olhar descontaminado de um visitante para nos fazer enxergar o que vemos todos os dias, mas não processamos…

É impossível não registrar também outra grande paixão comum entre baianos e angolanos: o rubro-negro. Aqui e do outro lado do Atlântico, somos loucos pelas cores vermelho e preto, materializadas, respectivamente, nas bandeiras do Esporte Clube Vitória e da nação angolana. 

;-)

É… Agostinho voltou para sua terra natal encantado com o Brasil e com nosso futebol . E o Vitória ganhou um torcedor internacional!

Narrativas de Todos os Santos

Só me falta ser mãe!
Já plantei uma árvore (uma seringueira, com a ajuda dos jovens da Casa Familiar Rural de Igrapiúna – obrigada!). E também já escrevi (para) um livro.

Há um ano, o programa de Pós-Graduação da UniJorge lançava o livro “Bahia de Perfil – Narrativa de todos os santos“. A publicação reuniu textos produzidos pelos então alunos do curso de Especialização em Jornalismo Contemporâneo, sob coordenação da professora e jornalista Cremilda Medina.

Com o título “Pé e Mão”, meu artigo conta a história (real) de Manuela, uma manicure com uma trajetória muito parecida a de dezenas de outras mulheres. Só que Manuela é única. Com esta experiência, fomos estimulados a buscar fatos interessantes a partir de lugares e pessoas comuns.

Provamos que, de perto, todos nós somos especiais.

Convite enviado na época do lançamento do livro

Convite enviado na época do lançamento do livro

Revista Fraude

Edição 01

Edição 01

Brincando, brincando, já se passaram quatro anos.

Não lembro o mês, mas foi em 2005 que o PET (Programa de Educação Tutorial) da Facom / Ufba lançou a Revista Fraude. Na época, eu fazia parte do grupo como bolsista.

O projeto foi idealizado para suprir a falta de publicações que discutam comunicação e cultura na capital baiana. O objetivo era vincular o aprendizado e a crítica feitas no ambiente acadêmico com a realidade do mercado editorial baiano. Também era uma tentativa de colocar os futuros profissionais de comunicação em contanto com o desafio de criar e manter uma revista.

Edição 02

Edição 02

Desliguei-me do PET no final de 2005, mas a revista ainda existe. Em maio deste ano, a reportagem em quadrinhos “A marcha da maconha”, publicada na Revista Fraude #6, foi campeã no Expocom Nordeste que aconteceu entre 14 e 16 de maio, em Teresina, Piauí. A reportagem, produzida pelos alunos do curso de Jornalismo Marcelo Lima e Marcel Ayres, juntamente com a aluna do curso de Produção Cultural, Hortência Nepomuceno, concorreu na categoria Áreas Emergentes, modalidade Quadrinhos.

Foi uma excelente experiência colocar no mundo esta revista. Mais gratificante ainda ver que ainda tomam conta dela direitinho. As edições 01 e 02  tiveram textos meus publicados. Também fui responsável pela “produção executiva” junto com Lívia Nery.

Conheça o PET: www.petcom.ufba.br
Blog da Fraude: http://revistafraude.blogspot.com

Meu Herói

“Tia Vivi, a página deu tilti”.
 
A frase em forma de grito foi pronunciada pelo meu sobrinho de cinco anos. Em frente ao computador, pescocinho esticado para ficar a uma altura mais ideal do monitor, as mãos dele vinham na cintura, mostrando que não entendia muito bem por que aquela página havia ficado em branco.
 
Segundos antes, aquelas mesmas mãozinhas batiam nervosamente no teclado, setinhas para lá e para cá, desviando dos super-ultra-mega-raios (ou superultrapowermegaraios). Coitada da tecla de espaço. Apanhou como nunca para permitir que a poderosa chama chegasse ao inimigo e, assim, defendesse mais uma vez a Terra de malvados alienígenas.
 
Agora, na tela, só um branco. Vazio. Sem graça. Para onde foram todos? Nem a musiquinha que insistia em azucrinar o juízo dos que estavam por perto se ouvia. O que teria acontecido? Chego perto e pergunto se posso ajudar. “Peraí, eu sei fazer isso”, surge como resposta. Escuto, aguardo e acompanho.
 
Dedos no mouse. Clica daqui, clica acolá. “A setinha num tá aparecendo”, ele reclama. Automaticamente, clica no X vermelho. “Vou ter que começar da primeira fase de novo”, reclama meio zangado. A área de trabalho surge e lá vai ele levando o cursor do mouse até o atalho azul do Internet Explorer.
 
A página que surge não é aquela que ele quer. Desta vez, a maõzinha tem dificuldades em controlar um mouse que é pra gente grande. Insistente, mordendo os lábios, ele chega até a estrela amarela dos Favoritos e clica. Dá até para enganar que já sabe ler… Procura e procura entre os muitos endereços que surgem aquele que o levará para o site tão desejado. Sim! Cartoon Network. Lá está ele! Com um clique, a tensão expressa naquela testa enrugada desaparece. Só um sorriso.
 
O link para os jogos do Ben 10 deixa o garoto eufórico. A música irritante volta a tocar. Faço uma cara de quem não gosta do que está ouvindo. Prontamente, o rapazinho pega um fone de ouvido e pede para conectar no computador. O acessório parece engolir a cabeça dele, mas isso não é problema. Está feliz, ouvindo seu som sem incomodar ninguém. 
 
Agora é hora de salvar o planeta!

Se for verdade…

“O universo sempre nos dá aquilo que acreditamos que merecemos”.

Tudo que é sustentável tem o padrão de rede…

 … Todas as evidências disponíveis corroboram essa afirmativa. Ecossistemas, organismos vivos e partes de organismos são os melhores exemplos de entidades sustentáveis de que dispomos. Ora, todos esses tipos de sistemas têm o padrão de organização de rede: estruturam-se e funcionam como redes.

Fiquei encantada com a assertiva acima e com a frase que ocupa o espaço de título deste post. O parágrafo foi extraído do site http://escoladeredes.ning.com. Localizei este material quando fazia uma pesquisa sobre Netweaving.

Sempre me incomodou muito o conceito de Networking. Parecia-me interesseiro, superficial. Adepta da filosofia de que, quantos mais amigos (de verdade) melhor, acalenta-me que o mundo business comece a valorizar o que o consultor Gutemberg Macedo denomina como “um relacionamento em que ambas as partes ganham [...] uma aproximação mais humana”.

Acompanhem o artigo abaixo, publicado no Jornal de Jundiaí, em março deste ano.

E viva a amizade em rede!


Netweaving: a evolução do networking
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=43&int_id=73849

por Ellen Fernandes

Você já ouviu falar em netweaving? É uma expressão derivada de uma palavra americana, netweaver, que significa ´tecelões´, ou seja, aqueles que ´costuram relações´. Diferente do networking – técnica utilizada há anos como recurso estratégico para o desenvolvimento profissional a partir da rede de contatos de cada pessoa, o conceito de netweaving tem relação com a efetividade e reciprocidade nesse tipo de relacionamento profissional.

“O netweaving tende a trazer resultados mais positivos do que o networking porque ele é aplicado quando uma pessoa colabora com alguém, sem esperar nada em troca. É um conceito que segue o princípio antigo de que não devemos fazer com os outros aquilo que não queremos que façam conosco”, explica o presidente da Gutemberg Consultores, Gutemberg B. de Macedo.

Segundo o consultor, no netweaving a pessoa vai para um encontro com o objetivo de conhecer ao máximo do outro para poder ajudá-lo em tudo o que for possível, seja nos negócios, necessidades e desafios. Já no caso do networking, normalmente apenas uma das partes ganha. “No caso, aquele profissional que procurou o outro para obter algum tipo de ajuda e depois de ter conseguido o que queria, deixa a relação de lado, ou seja, vira as costas”, avalia.

 Pilares - Para exemplificar, Gutemberg diz que o netweaving se baseia na amizade como uma relação que as pessoas ´costuram´ ao longo de vários anos. “Um dos pilares dessa ferramenta faz com que o indivíduo se torne uma espécie de conector estratégico de outras pessoas que tem as mesmas necessidades, os mesmos objetivos e interesses e, assim, se ajudam mutuamente. A base é: ´o que eu posso lhe ser útil´ ao invés de  ´o que você pode fazer por mim´?”, afirma.

Esse princípio do netweaving, segundo o consultor, foi adotado por grandes personalidades como Mahatma Gandhi e Madre Teresa de Calcutá.  “Netweaving é sinônimo de reciprocidade, um relacionamento em que ambas as partes ganham. Por isso, é uma aproximação mais humana, além do que, quando você ajuda alguém, coisas boas normalmente acontecem”, afirma.

Já no networking, de acordo com Gutemberg, a pessoa vai para um encontro com a única intenção de conquistar alianças estratégicas que possam ajudar a impulsionar os negócios, fazer novos contatos e desenvolver relações comerciais.

Complemento - Mas o consultor ressalta que o novo conceito não exclui a importância do networking porque um complementa o outro. “Mas é preciso deixar claro que tanto o networking quanto o netweaving são processos constantes de relacionamento. Se um profissional somente entrar em contato com sua rede de relacionamento quando for de seu interesse, não é uma atitude saudável e valorizada. É preciso criar relacionamentos realmente efetivos: valem convites para almoços, jogos ou até mesmo o mais simples e rápido, como o envio de uma matéria de interesse para o e-mail do colega”, enfatiza.